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Ultima Atualização : 26/02/2012 Data : 18 de Setembro de 2014  
Maze

Òbá

Obá

Orixá do rio Níger. Orixá, embora feminina, temida, forte, energética, considerada mais forte que muitos Orixás masculinos, vencendo na luta, Òṣàlà, Xangô e Ọrúnmilà.

Òbá é irmã de Iansã, foi esposa de Ògún e, posteriormente, terceira e mais velha mulher de Xangô. Bastante conhecida pelo fato de ter seguido um conselho de Ọ̀ṣun e decepado a própria orelha para preparar um ensopado para o marido na esperança de que isto iria fazê-lo mais apaixonado por ela. Quando manifestada, esconde o defeito com a mão. Seus símbolos são uma espada e um escudo.

Tudo relacionado a Òbá é envolto em um clima de mistérios, e poucos são os que entendem seus atos aqui no Brasil. Certas pessoas a cultuam como se fosse um Xangô fêmea.

Òbá e Yewa são semelhantes, são primas. Òbá usa a festa da fogueira de Xangô para poder levar suas brasas para seu reino, desta forma é considerada uma das esposas de Xangô mais fieis a ele.

Òbá é Orixá ligado a água, guerreira e pouco feminina. Suas roupas são vermelhas e brancas, leva um escudo, uma espada, uma coroa de cobre. Usa um pano na cabeça para esconder a orelha cortada. Conta e lenda que Òbá, repudiada por Xangô, vivia sempre rondando o palácio para voltar.

Características

Animais Galinha d'angola
Bebida Champanhe
Chakra -
Comidas Abará - massa de feijão fradinho enrolado em folhas de bananeira; acarajé quiabo picado.
Cor Vermelha e amarela nos Candomblés Yorubá, Rosa na nação Fon.
Data Comemorativa 30 de maio
Dia da Semana Quarta-feira e sábado junto com as outras Iyabás
Elemento Fogo
Essências -
Fio de Contas -
Flores -
Incompatibilidades Sopa, peixe de água doce
Metal cobre
Número -
Odu OBEOGUNDA MEJI ODI OSA MEJI
Pedras Marfim, coral, esmeralda, olho de leopardo
Planeta -
Pontos da Natureza Rios de águas revoltas.
Saudação
  • Obá şirê - Obá Xirê
  • Eşó Obá - Nagô
  • Obá şi, Obá şio - Obá xi, Obá xiô - Nação Xambá
Saúde audição, orelha, garganta.
Símbolo ofangi (espada) e um escudo de cobre
Sincretismo Santa Joana d'Arc

Folhas

Sincretismos

Òbá

Qualidades

Nagô

  1. Òbá Gideo
  2. Òbá Rewá

Ketu

  1. Obá Syio
  2. Obá Lodé
  3. Obá Loke
  4. Obá Tera
  5. Obá Lomyin

Em qualquer das suas qualidades é uma guerreira destemida, mas ressentida. Veste-se de vermelho, branco e dourado. Carrega espada e escudo. Gosta de acarajé, aberém, feijão fradinho, cabras, galinhas e coquéns. Recebe culto às quartas-feiras e os seus filhos são em pequeno número.

Atribuições

Defende a justiça, procura refazer o equilíbrio.

Òbá

Cozinha Ritualística

Moranga para Obá

Ingredientes

  • 1 moranga;
  • 500g de camarões limpos;
  • 1 maço de lingua de vaca;
  • 1 cebola;
  • azeite de dendê

Preparo

    Cozinhe a moranga inteira. Depois de cozida, abra um círculo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com cebola, dendê e os camarões, coloque o refogado dentro da moranga e ofereça à Obá.

Notas

  1. Cantiga para a oferenda A ki korodun, mabosun, marobun a kó fenin, xerá je xerá, osiló, osidó ekoman, ora Obá euê.

Lendas de Òbá

Òbá - Orixá Guerreira e das Águas Revoltas !!!

Òbá vivia em companhia de Ọ̀ṣun e Iansã, no reino de Ọyọ, como uma das esposas de Xangô, dividindo a preferência do reverenciado Rei entre as duas Iabás (Orixás femininos).

Òbá percebia o grande apreço que Xangô tinha por Ọ̀ṣun, que mimosa e dengosa, atendia sempre a todas as preferencias do Rei, sempre servindo e agradando aos seus pedidos. Òbá resolveu então, perguntar para Ọ̀ṣun qual era o grande segredo que ela tinha, para que levasse a preferencia do amor de Xangô, vez que Iansã, andava sempre com o Rei em batalhas e conquistas de reinados e terras, pelo seu gênio guerreiro e corajoso e Òbá era sempre desprezada e deixada por último na lista das esposas de Xangô. Ọ̀ṣun então, matreira e esperta, falou que seu segredo era em como preparar o amalá de Xangô principal comida do Rei, que lhe servia sempre que deseja-se bons momentos ao lado do patrono da justiça.

Òbá, como uma menina ingênua, escutou e registrou todos os ingredientes que Ọ̀ṣun falava, sendo que por fim Ọ̀ṣun, falou que além de tudo isso, tinha cortado e colocado uma de suas orelhas na mistura do amalá para enfeitiçar Xangô. Òbá agradeceu a sinceridade de Ọ̀ṣun e saiu para fazer um amalá em louvor ao Rei, enquanto Ọ̀ṣun, ria da ingenuidade de Òbá que, sempre atenta a tudo, não percebeu que Ọ̀ṣun mentira, pois ela encontrava-se com suas duas orelhas, e falará isso somente para debochar de Òbá. Òbá em grande sinal de amor pelo seu Rei, preparou um grande amalá, e por fim cortou uma de suas orelhas colocando na mistura e oferecendo à Xangô como gesto de seu sublime amor. Xangô ao receber a comida, percebeu a orelha de Òbá na mistura, e esbravejou e gritou. Ọ̀ṣun e Òbá, apavoradas, fugiram e se transformaram nos rios que levam os seus nomes. No local de confluência dos dois cursos de água, as ondas tornam-se muito agitadas em conseqüência da disputa entre as duas divindades. E, até hoje quando manifestadas em seus iaôs elas dançam simbolizando uma luta.

A Luta de Òbá e Ògún

Òbá certa vez desafiou Ògún para um combate. O guerreiro, porém antes da luta foi consultar um Babalaô, que o ensinou a fazer uma pasta de milho e quiabo pilados. Ògún esfregou esta pasta no local destinado ao combate. Òbá perdeu o equilíbrio, escorregou e caiu no chão. Ògún aproveitou-se disso e ganhou a luta.

Referências

  • Sociedade Espiritualista Mata Virgem
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